a hora certa (#23)

1 de novembro de 2016

Confesso: paciência não é meu forte. Dentre todas as características que definem minha personalidade, posso dizer, sem dúvidas, que a impaciência é uma delas.

 

Não me orgulho disso. Mas acredito que vivendo num mundo tão conectado e urgente como o nosso – e aumente essa proporção se você mora numa cidade grande – ser paciente é um exercício diário e constante.

 

E por ser um exercício diário, ele deve partir de dentro pra fora. Até porque se dependermos dos recursos externos para lidar com isso estamos perdidos, né?

 

Mas hoje, vivendo nessa realidade maluca, entendo que a paciência é uma das maiores qualidades que podemos ter. É um hábito que se adquire com o tempo, com a experiência e na base da tentativa x erro.

 

Ganha mais quem sabe esperar. Quem não se desespera por nada. Quem não responde de bate-pronto. Quem pensa antes de falar. 

 

Por ser impaciente e ansiosa, sempre tive o hábito de ‘correr atrás do próprio rabo’. De ficar desesperada sem um novo projeto, sem um novo objetivo, sem um novo sonho de consumo, etc… Buscando, buscando, buscando impacientemente. Sem respirar, sem dar tempo ao tempo, sem permitir que o mundo e o acaso me surpreendesse.

 

Só que hoje eu entendo que tudo tem sua hora. Absolutamente tudo. E não adianta impormos ao mundo o nosso tempo e o nosso ritmo. Somos nós, reles mortais, que devemos nos adaptar ao tempo das coisas. Demoramos nove meses para nascer, uma planta não floresce imediatamente, o dia se espaça nas suas vinte e quatro horas… tudo segue seu próprio tempo.

 

Até na Bíblia consta um trecho que fala sobre isso: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; (Eclesiastes 3:1-3)”.

 

Então, por mais que tenhamos vontade de fazer com que as coisas que permeiam a nossa vida sigam a ordem que NÓS queremos, há tempo para tudo. Tudo tem sua hora, seu lugar, seu acaso e sua coincidência.

 

retirado da página Arte de Viver no Facebook