o bom e o essencial (#25)

3 de novembro de 2016

 

Na edição de Novembro da revista Vida Simples – da qual eu sou muito fã – há um texto muito bom da coach Paula Abreu que fala sobre o que é essencial na vida.

 

Gostaria de disponibilizar o link aqui para leitura, mas acredito que ele só possa ser lido na própria revista durante esse mês. O site da revista disponibiliza o conteúdo do mês passado.

 

Mas, resumindo, a Paula fala sobre o que é bom e o que é o essencial em termos de consumo. Essa ‘teoria’ pode ser aplicada em diversos aspectos da nossa vida. Existem coisas que são essenciais. Existem coisas que são apenas boas – mas não essenciais. Às vezes nós confundimos os conceitos e trocamos as prioridades de lugar. Mas, de bate-pronto, reconheço o que é essencial independente da sua situação, segundo a pirâmide de Maslow:

 

imagem retirada do blog Jorgenca.

imagem retirada do blog Jorgenca.

 

  • ter o que comer é essencial
  • ter onde morar é essencial
  • ter luz é essencial
  • ter água é essencial
  • ter acesso à saúde é essencial
  • ter acesso à educação é essencial

 

E, de acordo com a pirâmide, assim que supridas as necessidades da base, vamos ‘galgando’ andares acima em busca das outras realizações. Entram aí as necessidades sociais, de auto-estima e de auto-realização.

 

Como vocês podem ver, auto-realização é o topo da pirâmide – a que mais se distancia da base, das necessidades básicas e fisiológicas. Trazendo a teoria para a prática: quantas vezes colocamos a necessidade de auto-realização no lugar das necessidades básicas “fantasiadas” como tal?

 

“Eu preciso de um computador novo porque o meu está velho.”
“Eu preciso do modelo novo do carro X porque ele é mais atualizado.”

“Eu preciso da bolsa Y porque tá todo mundo usando.”

 

Essas frases soam familiares pra você? Se sim, experimente fazer um exercício que eu me propus nas minhas despesas mensais e classifique seus gastos como: essencial, apenas bom e supérfluo. Garanto que você vai se surpreender com a quantidade de “apenas bom” que você vai marcar.

No meu caso foram várias surpresas. O “apenas bom” se respondido com SINCERIDADE (vai dizer que NetFlix é essencial?!) pode render uma série de reflexões mais profundas, principalmente quando a gente percebe qual é o nosso ralo de dinheiro.

 

É claro que, quando as necessidades básicas são supridas, nos sobra preencher nossa vida com o que é apenas bom – não essencial. E tudo bem. Se podemos ter essa indulgência de comprar um sapato bonito, de comer num restaurante legal de vez em quando ou de nos dar de presente um livro bacana, que sejamos gratos por essa possibilidade mas que não viremos reféns delas.

 

Vivemos num mundo baseado no consumo e na produção de bens. A “roda” gira a partir do momento que usamos nossa capacidade de compra para fomentar o mercado, viramos consumidores. Mesmo que tenhamos que consumir, que isso seja feito de uma maneira consciente, pensada, de acordo com os nossos valores e nossas possibilidades.

 

Na sua vida, o que é essencial e o que é apenas bom?