eterno em mim

21 de junho de 2017

Eu vim andando pra casa, pensando no que escrever.

Acabei esquecendo sobre o que versaria hoje e me permiti ficar alguns instantes em silêncio ouvindo a música recomendada pelo Spotify. E cheguei numa música da Maria Bethânia acompanhada de um poema que fez minhas pernas tremerem.

Hoje não tem texto escrito por mim. Maria Bethânia já me fez o favor de traduzir em verso e poesia tudo que eu sinto e gostaria de dizer hoje.

 

“Chegar, para agradecer.

Agradecer e louvar,

O ventre que me gerou,

O Orixá que me tomou,

A mão e a doçura que consagrou.

Louvar a água da minha terra,

O chão que me sustenta,

A beira do abismo,

O punhal do susto de cada dia.

Agradecer os amigos que fiz e que tem a coragem de gostar de mim, apesar de mim”.