você não é um número

21 de novembro de 2014

Se o mundo feminino pudesse ser divido em duas partes, eu estaria do lado das mulheres que acreditam que as revistas sobre moda, beleza e saúde exercem um poder negativo nas nossas escolhas, todos os dias.

A fórmula para a felicidade dentro dessas publicações é posta como um padrão, um caminho único. Só que a busca por esse caminho proporciona mais sentimentos ruins do que realmente felizes: essa “não-adequação” (muitas aspas nesse termo!!) causa frustração, ansiedade, angústia e uma autoestima lá no chão. Tudo isso porque não somos o que um pedaço de papel dita como certo.

Eu já fui vítima, durante muitos anos, dessas publicações. Já sofri demais por não ser adequada aos padrões disseminados aos quatro ventos. E, por ter sentido essa frustração na pele, me sinto no dever de, timidamente, levantar a bandeira contra essa busca incessante pela perfeição, principalmente no que vemos refletido no espelho: nossa imagem.

imagem linda da artista Carol Rossetti

imagem linda da artista Carol Rossetti

Não é a marca da sua maquiagem, da sua bolsa e do seu sapato que definem quem você é. Não é o número da sua calça jeans. Você não é um número, e não importa o quanto maior ele seja, você continua NÃO SENDO esse número.

É incrível a quantidade de mulheres que correm atrás de uma calça 38, simplesmente porque ALGUÉM disse em ALGUM momento que isso era certo. E o pior: basear a felicidade e a satisfação com o corpo quando alcançar esse número (!!!).

Você pode vestir 38, 42 ou 60 mas lembre-se que junto com o corpo, você também tem uma mente e, para quem acredita assim como eu, um espírito. Já escrevi isso num texto antigo, mas nada flui bem se esses três alicerces não estiveram trabalhando juntos, como uma equipe.

Não se deixe influenciar pelas revistas; muito menos pelo que os outros ACHAM que é certo. Escute, sempre que possível, a voz mais poderosa e sábia que existe: a sua própria consciência. Nada melhor que estar bem na própria pele.

Como diria a banda Queen, “abra as suas asas e voe para longe”! ;-)

Queen – Spread Your Wings

Beijos!

cuidando de dentro para fora (ou a roupa como coadjuvante da vida!)

15 de setembro de 2014

“Você deve ter uma noção de prazer e uma noção de disciplina para estar realmente bem. Tem que ter um corpo tratado, viver ocupada e preocupar-se com menos. Para ter estilo, viva corretamente e aceite desafios”
Diana Vreeland (1903-1989)

Até agora, estamos falando de estilo, de imagem, de maneiras de traduzir o que somos para a nossa roupa… mas, antes de vestirmos alguma coisa, temos que pensar no corpo que vai vestir essa imagem. De nada adianta, afinal, estarmos super alinhados se o corpo que sustenta essa estrutura não está saudável, certo?

Estar saudável não é necessariamente ser magro. E nem gordo. Estar saudável é um conceito relativo porque cada um de nós é um ser único, cheio de singularidades e características.

Estar saudável vai além de cuidar do corpo. É cuidar da cabeça, do pensar, das atitudes e do espírito. É ter autoconhecimento em todos os segmentos da vida que se leva. É saber o seu limite, é entender o motivo da tristeza, do desânimo, da raiva. É saber o que nos faz feliz, o que nos causa uma sensação de bem-estar e de paz interior.

tree pose, por johannawright

A partir do momento que a gente se sente BEM ou sente que está fazendo o MELHOR POSSÍVEL, todo o restante é importante, mas não essencial: aquele batom maravilhoso precisa de uma boca feliz pra ser poderoso. Ou seja: a roupa, a maquiagem, o sapato e o acessório não são NADA se VOCÊ não estiver neles.

Fazendo uma analogia sobre o assunto, no teatro da vida, a roupa é a coadjuvante. Ela serve para CONTAR a história, mas ela NÃO É a história. A principal atriz (ou ator!) desse enredo é você.

Aquele vestido que você guarda com tanto carinho só é importante porque foi com ele que você foi pedida em casamento… a roupa ajuda a contar a história, acompanha o enredo! (não é bonito pensar nisso?)

O bem mais precioso que nós temos é a nossa saúde de espírito, de corpo e de mente. Nada funciona bem se esses três não estiverem em pleno funcionamento. A roupa mais bonita da vitrine pode ser do seu número, ter o caimento perfeito e da cor mais incrível pro seu tom de pele, mas ela não vai aparecer se VOCÊ não estiver nela.

Existem dias ruins e, acredite: você não está sozinho. Todos passamos por problemas, encanações e medos. O importante nisso tudo é ter consciência de que tudo passa. E que a vida continua sendo escrita: o principal é estarmos nela, 100% do tempo e, de preferência, com uma roupa que nos ajude a continuar contando nossa história…

Até a próxima!

vista o corpo que você tem HOJE

22 de agosto de 2014

"Imperfeição é a perfeição por uma perspectiva bonita"

“Imperfeição é a perfeição por uma perspectiva bonita”

 

Vejo nos dias de hoje, uma crescente campanha de uma vida mais saudável. Diariamente nascem mais #projetosverão e perfis nas redes sociais que pregam as mais diversas vertentes dessa nova tendência. Tome suco verde todos os dias, coma alimentos crus e não industrializados, pratique atividades físicas sete vezes por semana e, ainda por cima, tenha tempo de postar todas essas dicas para outras pessoas.

Como já escrevi anteriormente, sou muito a favor de, sempre que possível, termos esse cuidado com a nossa saúde. Escolher os alimentos que se come, praticar uma atividade física que combine com o seu estilo de vida e, principalmente, nutrir o espírito e a mente com coisas boas deve ser o caminho das pedras para uma vida mais serena e saudável, como afirma Deepak Chopra em seu ótimo “Você tem fome do quê?”, publicado este ano pela Editora Alaúde aqui no Brasil.

Mas, mesmo sabendo a receita, muitas pessoas não conseguem aplicar metade dessas teorias na vida real por uma série de motivos: trabalho, estudos, filhos, tarefas domésticas entre outras responsabilidades. E o #projetoverão vai ficando para os próximos anos.

Entendam: não estou julgando quem não pode ou não consegue, mas estou tentando mostrar que, a maioria de nós têm vidas tão corridas que, muitas vezes, praticar uma atividade física é a última coisa que queremos. Somos humanos. Temos preguiça, dias ruins e também somos consumidos pelo desânimo. E qual o problema disso? Tenho a impressão que, hoje, é quase vergonhoso assumir que não teve vontade de ir na academia de manhã ou que, numa noite de conversa fiada com os amigos, comeu três pedaços de pizza.

A vida é equilíbrio. Não dá pra ser xiita-maluca mas também não dá pra levar a vida comendo brigadeiro de panela deitada na frente do sofá todos os dias. Tudo é questão do que te faz bem. Autoconhecimento para entender o que o corpo quer falar, respeitando seus limites e SE AMANDO, principalmente.

Muitas pessoas vivem na ansiedade de um futuro incerto, “quando eu tiver um namorado, serei feliz”, “quando eu emagrecer, farei mais sucesso e chamarei mais a atenção” ou “quando eu couber naquela calça, minha vida fará sentido”.

Basear nossa felicidade num acontecimento futuro incerto causa uma enorme frustração. Esquecemos de viver o presente ou deixamos de presenciar as coisas boas que acontecem aqui e agora. Acho importante planejarmos o futuro: uma viagem, um objetivo de vida, uma carreira, uma compra. Mas acho arriscado materializarmos nossa alegria em algo que não tem nem data para acontecer.

Por isso, acho importante passar essa mensagem adiante: vista o corpo que você tem HOJE. Independente de suas características físicas que podem ser melhoradas. Todos temos defeitos e, muitos deles, somente nós é que prestamos atenção. Ou você acha que todo mundo sabe que o seu dedinho é torto?

Somos amados pelo conjunto da obra: personalidade, características físicas e psicológicas, opiniões, interesses e experiências. Então, se somos TUDO isso, porque basear nossa felicidade num corpo dos sonhos?

Os truques de estilo e moda estão aí pra isso: disfarçar uma barriguinha saliente (de uma gravidez linda, por exemplo), aumentar um ombro estreito ou diminuir um quadril largo. O conhecimento é um tesouro que merece ser compartilhado, do contrário, não é tesouro, é segredo.

Seja você hoje. Não espere o próximo verão para mostrar ao mundo a pessoa maravilhosa e única que você é.

Um beijo! (já posso mandar um beijo, né?)

Para quem se interessa pelo assunto, outras pessoas também já escreveram sobre o tema:

http://www.falecomanutricionista.com.br/corpo-perfeito/

http://www.falecomanutricionista.com.br/manifesto-verao-pra-vida-toda/

http://santadieta.com.br/dicas/fitness-muito-alem-do-corpo/

http://santadieta.com.br/dicas/sobre-o-amor-e-o-peso-na-balanca/

http://vidasimples.abril.com.br/temas/atividade-fisica-deve-combinar-personalidade-492694.shtml

monstro

a importância de ser quem se é

15 de agosto de 2014

Hoje em dia, com o advento das redes sociais e o compartilhamento excessivo da vida numa maneira geral, fica difícil encontrar, no meio de todas essas referências, o que realmente nos faz feliz, o que nós somos – a nossa essência, em outras palavras.

Lendo a internet um dia desses, vi uma matéria que me chamou bastante atenção e que concordo em gênero, número e grau: estamos editando momentos da nossa vida, comparando nossas experiências, nossas histórias e até nossa rotina – o que causa, além de angústia, uma enorme frustração.

Tem se visto atualmente o boom das musas fitness. Somos bombardeadas diariamente com abdomens sarados, corridas feitas 5h da manhã e rotina de treinos puxados, até mesmo no feriado. Eu confesso que sigo (e admiro) muitas dessas mulheres. É preciso muita disciplina para manter-se em uma reeducação alimentar, mesmo com todas as tentações. Mas, de uns tempos para cá, venho percebendo que, apesar de admirá-las, não posso comparar minha vida com a delas.

 

"Eu não sou bonito igual a você. Eu sou bonito igual a mim."

“Eu não sou bonito igual a você. Eu sou bonito igual a mim.”

Sou extremamente a favor de uma vida saudável e de hábitos melhores (minha trajetória nesse aspecto pode ser vista na coluna que escrevi para o site Be Style), mas sem neuras e encanações. Da mesma maneira que acredito que cada estilo é único, apesar da indústria fast-fashion e da mídia querer nos fazer engolir goela abaixo as “próximas tendências do verão”.

Por isso acho de extrema importância falar logo no post inaugural d’o caderno a respeito desse assunto, que considero um dos mais importantes a serem abordados quando estamos falando de pessoa para pessoa (tão difícil isso hoje, né?). É preciso ser autêntico. É preciso ser de verdade. A partir do momento em que sabemos quem somos, onde queremos chegar e o motivo de tudo isso, o foco da vida muda. Deixamos de ver a vida do outro com olhos de cobiça, passamos a ver com respeito e com admiração. Não desejamos ser o outro, mas pensamos o quanto podemos aprender seguindo, ouvindo ou se aproximando dessa pessoa.

O importante nessa vida é sermos nós mesmos. Com defeitos, encanações, problemas, sonhos, objetivos, sorrisos, momentos de contar piada e de falar sério. O importante é se sentir bem na própria pele. É saber traduzir no estilo o que nós somos por dentro. Sem imposições. Sem regras. Sem amarras. A voz mais sábia de todas é aquela que vem de dentro.

 

"seja uma voz, não um eco" - mantra pra levar na vida!

“Seja a voz, não um eco.” – que tal levarmos esse mantra pra vida?

Até a próxima!