erros e acertos (#4)

13 de outubro de 2016

Nós geralmente somos muito gentis com o erro dos outros. Tentamos fazer a pessoa olhar por outro ponto de vista, dizemos que aquilo é contornável e que, se não for, “bola pra frente”. Somos capazes de fazer uma lista de qualidades e boas ações, simplesmente para que o amigo/familiar saia da zona de culpa e frustração porque, afinal, ele não merece sentir isso.

 

 

Mas o que acontece se mudarmos o amigo por nós mesmos? 

 

Você se lembra de ser tão gentil consigo assim como é com um amigo? Lembra de se tratar com generosidade, piedade e carinho? Ou acaba se transformando numa pessoa cruel, que pensa e transmite palavras de depreciação e agressividade?

 

“não consigo acertar porque eu sou burro, como alguém consegue confiar em mim?”

“sabia que não ia conseguir, sou inútil mesmo!”

“descontrolada, maluca, infantil… que vergonha de mim mesma!”

 

Te soa familiar? Você também faz isso com os menores erros que comete?

 

A culpa não nos leva pra nenhum lugar novo. Ela simplesmente nos deixa ruminando o que foi feito, o que poderia ser feito no lugar, o quão ‘estúpidos’ somos. Entramos numa espiral sem fim de culpa, tristeza, frustração e desgaste mental por…nada. Ainda não inventaram a máquina do tempo ou um feitiço que nos permita voltar no momento certo antes de um grande acontecimento se concretizar.

 

Momentos não voltam. Dias não podem ser vividos novamente. Mesmo que você teime em ser a mesma pessoa todos os dias, usar a mesma roupa, fazer o mesmo caminho, falar com as mesmas pessoas: o seu dia nunca será igual ao outro. Simplesmente porque estamos em constante mudança, porque o mundo continua girando, as pessoas continuam vivendo e essa é a grande magia da vida: saber que amanhã, independente do que você fez hoje, será um novo dia.

 

 

Um novo recomeço, uma nova possibilidade de amanhecer e plantar novas sementes, de agir diferente, de ser alguém melhor. Junto com o amanhã surge a possibilidade de novas estratégias, novos pontos de vista, novos sentimentos e sensações.

 

Espera que o Sol já vem.

 

“Nos erros que cometo, que eu possa me olhar com todo amor e compaixão, pois sei que faço e dou o meu melhor” (Autor Desconhecido)

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