faça algo que você ama (#6)

15 de outubro de 2016

Pode parecer frase pré-fabricada, feita aos montes pra ser emoldurada e vendida num pôster – mas independente do seu entendimento sobre isso, aqui vai minha dica: encontre algo que você ama e torne disso um hábito.

 

Não precisa ser rentável. Não precisa mudar o mundo. Não precisa ser grande, magistral ou impactante. O pré-requisito é que isso te tire do chão, da rotina, dos pensamentos em espiral por algum tempo considerável. Que te tire das obrigações e te transporte para um mundo fluido, onde as horas passam e o relógio não faz sentido. Faça algo que te deixe em estado de fluxo, que te permita criar, imaginar, pensar com os próprios botões, voltar pra si.

 

Voltar pra si. Meu pensamento parou nessa frase e não quer sair dela. Acho que a gente se perde muito de nós mesmos, como uma criança sozinha no mercado em véspera de festa de fim de ano. Fazer algo que amamos é uma espécie de carinho, de conforto mental, de satisfação pessoal como se algo dentro de nós dissesse “está tudo bem”.

 

Crie um ritual. Mantenha a constância. Haverão dias ruins. Haverão períodos ruins. Haverão dias bons. E essa é a graça de continuar fazendo, continuar se dando o presente de fazer algo por conta própria, simplesmente porque você quer.

 

Costure, pinte, borde, escreva, construa, faça, cozinhe, cuide, respire, movimente-se, contemple. Se contemple. Se ame, acima de tudo. Saia da bolha imaginária de conforto mental que diz que você não sabe fazer nada. São nas pequenas coisas que descobrimos como somos grandes e capazes de muito.

Felipe, meu marido, fazendo uma das coisas que ama: mexendo no seu baixo.

Felipe, meu marido, fazendo uma das coisas que ama: mexendo no seu baixo.

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