quem paga o preço das suas roupas?

11 de agosto de 2015

Diariamente somos bombardeados pelas milhões de notícias e matérias que pipocam na nossa linha do tempo das redes sociais. É tanta coisa pra digerir e pensar que vinte e quatro horas de um dia, as vezes, não dão conta de tudo…

O lado bom dessa produção massiva de conteúdo é que encontramos artigos muito bons e de assuntos que nos atingem diretamente, mas que nunca pensamos sobre. Um desses casos é a indústria da moda e o impacto do consumo desenfreado na vida de todos os envolvidos.

Comecei a pensar no assunto depois de assistir o documentário “The True Cost”, que está disponível no NetFlix (olha o trailer aqui: The True Cost – Trailer (legendas em português)).

O documentário aborda a questão do consumo partindo da seguinte perguntaquem paga o preço das suas roupas?, e discorre sobre o tema entrevistando as pessoas que realmente têm algo a dizer sobre isso: as pessoas que produzem essas roupas na China, em Bangladesh, na Índia… e até mesmo aqui no Brasil!

Aquela blusa super baratinha com a etiqueta Made in China provavelmente foi feita em larga escala dentro de uma fábrica com milhares de pessoas trabalhando num sistema bem parecido com a escravidão e ganhando centavos para produzir cada vez mais num curto espaço de tempo. Essas pessoas chegam a trabalhar cerca de 18 horas por dia e, algumas, acabam dormindo no chão da fábrica porque, afinal, daqui 6 horas começa tudo de novo.

Um dos casos mais chocantes desse lado obscuro da indústria da moda aconteceu em 2013 quando uma fábrica de tecidos em Bangladesh desabou matando 377 empregados e deixando mais de 2000 pessoas feridas. Segundo sobreviventes, a tragédia era previsível: o prédio apresentava condições péssimas de conservação e as paredes já estavam rachadas meses antes. Mas a fábrica não parou e os funcionários eram obrigados a trabalhar mesmo com o risco eminente. Marcas como Primark e United Colors of Benetton eram os principais clientes da fábrica.

Se a gente, dentro da nossa vida e carreira, deseja ser respeitado, valorizado e reconhecido, porque

não podemos pensar da mesma maneira nas pessoas que fabricam as nossas roupas? 

 

Parar de pensar em MARCAS e GRANDES CORPORAÇÕES e pensar em PESSOAS e VALORES. Afinal, mesmo com todos os processos que já são automatizados, antes da roupa chegar na loja e, consequentemente, na sua mão, muitas pessoas passaram pelo processo de fabricação da sua roupa.

É importante pensarmos na maneira como estamos consumindo. E de que maneira podemos contribuir para que os custos e ganhos sejam benéficos para todos os envolvidos na cadeia de produção. É justo que a pessoa que costurou uma calça jeans que custa R$450,00 ganhar R$0,50 por isso? Você trabalharia dessa maneira?

Vamos conversar mais sobre o assunto? :-)

Um beijo!