repensar a maneira como você compra suas roupas é repensar a maneira de consumo

22 de outubro de 2015

Ultimamente tenho procurado e lido muito sobre tendências de consumo, economia colaborativa e consumo consciente – que são três assuntos que eu gosto muito e que estão ganhando uma visibilidade cada vez maior.

Ultimamente tenho procurado e lido muito sobre tendências de consumo, economia colaborativa e consumo consciente – que são três assuntos que eu gosto muito e que estão ganhando uma visibilidade cada vez maior.

A máquina do capitalismo que conhecemos hoje está mudando. E faz parte de um processo de evolução na sociedade repensar modos e maneiras de consumo. Hoje, com a disponibilidade de informações e notícias, temos consciência do impacto das nossas escolhas no futuro do nosso planeta. E, com essa consciência, vem crescendo o número de pessoas que identificam que SER é melhor do que TER, optando por uma vida mais simples, pautada em escolhas de consumo conscientes. (*)

Trazendo esse assunto para dentro do nosso armário, já falei aqui sobre a quantidade de roupas que nós acumulamos ao longo da vida, mas acho importante trazer outro ponto de vista de discussão por aqui:

Já pensou em fazer as contas de quanto dinheiro você já gastou comprando roupas que comprou por impulso e nunca usou? 

 

Atire a primeira pedra quem nunca comprou mais do que devia e se arrependeu amargamente depois de passar o cartão…

É normal ter um sentimento de “auto-piedade” consigo mesma, do tipo “tive um dia difícil no trabalho, MEREÇO comer um doce” ou “estou magoada/chateada, PRECISO dar uma volta no shopping para espairecer”. Mas, a partir do momento que esse sentimento de auto-piedade se transforma numa porta de entrada para outros tipos de sensações, estamos pisando num território desconhecido e cheio de armadilhas.

Um doce pode se transformar em três e depois numa compulsão. Uma volta indefesa no shopping pode se transformar em mais uma dívida no cartão já comprometido.

E depois, o sentimento de culpa e arrependimento bate tão forte que a gente não sabe nem por onde começar. E acaba deixando aquela nova peça de roupa jogada no armário junto com tantas outras que já estão esquecidas.

Quanto dinheiro mal gasto fica parado no armário? Quantas coisas poderiam ter sido feitas com esse valor? 

Eu já fui consumista e extremamente materialista. Já gastei mais do que devia com coisas que eu nunca usei e que não me representavam. Numa busca desesperada por tapar o vazio que eu sentia, numa época bem maluca da minha vida, vivia no shopping, anestesiada pela música, pelos cheiros e pelas vitrines. E, ao invés de resolver o problema, eu acabava criando outro muito maior: gastava o cheque especial e estourava cartões. Resolveu? Não.

A partir do momento que eu comecei a entender que não é a roupa, o sapato, o carro e nem a bolsa que me representam, eu comecei a repensar a maneira como eu consumia e gastava meu dinheiro.

Nossas roupas transmitem uma mensagem.  Mas será que a mensagem que nós queremos transmitir precisa de tanta coisa assim? Afinal, o status é pra que a gente se sinta bem ou é para mostrar para OS OUTROS como nós estamos bem?

Continuo refletindo por aqui… vamos discutir o assunto?

(*) quem se interessar pelo assunto, recomendo a leitura desse texto aqui, que fala sobre economia sustentável e a ressignificação do sucesso.