#umbelodiaresolvimudar: a tal da força de vontade

6 de abril de 2016

Desde Janeiro desse ano, comecei a escrever uma série de textos chamados “#umbelodiaresolvimudar, onde eu narro, sem rodeios e frases chatas de motivação, como tem sido a minha trajetória na busca por mudanças significativas na minha relação com o meu corpo e com a minha mente.

 

Se você ainda não leu ou já leu mas quer refrescar a memória, a ordem deles é essa aqui:

Parte 1: o início de uma jornada

Parte 2: como lidar com a preguiça?

Parte 3: eu comprei uma bicicleta.

Parte 4: sobre não desistir

Basicamente o objetivo da jornada é trazer ferramentas, discussões e possibilidades acessíveis para quem, assim como eu, quer ter uma relação mais amigável e saudável com o corpo e com a vida que se leva.

Não é fácil pra ninguém e não está sendo fácil, como diria a cantora Kátia.

é, amigos... não tá!

Se você mora aqui no Brasil e/ou acompanha as notícias, sabe que as coisas não estão bem e que a política tem rendido mais discussão e bate-boca do que a velha competição do “é biscoito ou bolacha”? bolacha!

Eu mesma entrei na onda da polarização e discuti com pessoas, fiquei puta da vida e, obviamente, travei minha vida e meus projetos porque, afinal, eu tinha que ficar ‘acompanhando’ a próxima briga que haveria na timeline.

tô a rainha dos memes hoje, me deixa.

tô a rainha dos memes hoje, me deixa.

Ou seja: desde o último texto da série fiquei numa onda de preguiça, letargia, tristeza, chateação e desmotivação que deixei o projeto no armário, guardado, esperando a vontade resurgir como num passe de mágica.

voltei, amiguinhos!

voltei, amiguinhos!

Sabe qual foi o resultado disso? A vontade não apareceu. E nem deu sinal de que ia voltar. E ficar esperando ela voltar não me parece ser a melhor solução.

Até porque eu não quero ser essa mesma pessoa. Eu quero conseguir causar as mudanças nas quais eu acredito. E isso é pro meu bem. A bolha de conforto é maravilhosamente sedutora, mas nada de novo acontece nela. 

Enquanto eu continuar pensando e agindo da maneira que eu sempre fiz, vou continuar colhendo os mesmos resultados – e reclamando das mesmas coisas!

Exemplo da vida real: eu não gosto de dirigir na cidade. Eu me incomodo com o trânsito, com os motoristas mal-educados e com as barbaridades que eu vejo em cada esquina.

não queria dizer nada, mas o Senhor Volante foi inspirado em mim.

não queria dizer nada, mas o Senhor Volante foi inspirado em mim.

MAS mesmo achando o trânsito e os motoristas um saco, eu continuo dando partida no carro quatro vezes por semana, continuo reclamando dos mesmos problemas e ficando estressada. Por quê?

Porque é muito mais fácil reclamar do que efetivamente provocar uma mudança significativa. Reclamar é fácil, acessível, rápido e dá um alívio quase que instantâneo. Mudar requer força de vontade, paciência, planejamento e disposição. 

A mudança que me propus nesse caso é vir de bicicleta para o trabalho e priorizar o transporte público e as caronas quando possível. Exceto quando tenho algum compromisso mais distante.

expectativa

expectativa (hihi)

É fácil? Não. Eu chego suando, corro o risco de pegar um motorista maluco pelo caminho, meu pneu pode furar e eu ainda não sei trocar… enfim! Para todas as situações existem prós e contras. A conta só fecha quando colocamos as possibilidades na balança e mensuramos, dentro do nosso repertório, o que será melhor ou menos ruim para nós. 

Por isso, acredito que não há uma fórmula mágica para criar/manter a força de vontade. Porque a força de vontade existe quando há um MOTIVO (ou vários) para que ela apareça.

Não dá pra resumir num parágrafo como ter mais força de vontade, por exemplo, porque o repertório e razão de cada um é diferente! 

  • A pessoa A pode querer perder peso pra ser mais atraente.
  • A pessoa B pode querer perder peso pra ter mais saúde.
  • A pessoa C pode querer perder peso pra ficar igual a alguma musa fitness.

Enfim, qualquer que seja o hábito que você deseja mudar, antes de sair procurando loucamente uma lista de coisas pra se fazer nesses casos, pense na pergunta: “qual é o MOTIVO para mudar o hábito? o que isso vai me TRAZER DE BENEFÍCIO?”.

A mudança parte da vontade de fazer diferente e de sair da zona de conforto.

Eu também tô tentando daqui. E conto pra vocês mais pra frente como está sendo.

Me conta também? O que você deseja mudar? Que tipo de pensamentos vêm na sua cabeça?

Tchau!

OBS: coisas que eu NÃO SEI fazer: criar um título e me despedir.
OBS²: também tenho um péssimo hábito de não conseguir colocar apenas UMA observação.